Nova etapa da Operação Compliance Zero é iniciada pela PF; Ciro Nogueira figura entre os investigados

Resumo: A Polícia Federal iniciou uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. Um dos alvos dessa etapa é o senador Ciro Nogueira (PP-PI), contra quem foi executado um mandado de busca e apreensão.

A operação, que recebeu autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, marca a primeira vez que o componente político ligado ao caso Master está sob investigação. Agentes da PF realizaram buscas na residência do senador Ciro Nogueira, que preside o Partido Progressistas (PP).

As investigações foram impulsionadas por dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, onde foram achadas mensagens mencionando o senador sem seu sobrenome e ordens de pagamento para uma pessoa identificada como “Ciro”. Nas comunicações encontradas no dispositivo de Vorcaro, ele descreve o parlamentar como um “grande amigo de vida” e elogia uma proposta legislativa com a expressão “bomba atômica no mercado financeiro”.

Uma das mensagens destaca uma data significativa: 13 de agosto de 2024. Esse dia coincide com a apresentação de uma emenda por Ciro Nogueira à Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que tratava da autonomia financeira do Banco Central e sugeria aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil por CPF para R$ 1 milhão. Essa emenda foi considerada por parlamentares e especialistas do mercado financeiro como uma das primeiras ações no Congresso que poderiam beneficiar o Banco Master.

O aumento na cobertura do FGC fazia parte das estratégias utilizadas pelo Banco Master para promover investimentos em seus Certificados de Depósito Bancário (CDBs), conforme relatos anteriores.

Esta representa a quinta fase da Operação Compliance Zero. Coincidentemente, essa fase acontece na mesma semana em que a defesa de Daniel Vorcaro apresentou à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República uma proposta para um acordo de colaboração premiada. Este documento ainda está sendo avaliado pelos investigadores e não possui valor probatório neste momento nem está vinculado a esta nova fase da operação.

Imagem: Divulgação

A quarta fase da investigação ocorreu em 16 de abril, quando a PF prendeu Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), que também busca um acordo de delação premiada.

As investigações continuam em andamento, com atividades operacionais e análise de documentos e comunicações, sem conclusão definida sobre responsabilizações ou desdobramentos imediatos.

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By Sonora Vibes

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