Cientistas divulgaram na publicação PLOS One descobertas que sugerem que os neandertais poderiam ter utilizado o alcatrão de bétula não apenas como um adesivo, mas também devido a suas propriedades antibacterianas, há mais de 200 mil anos. Essas evidências indicam que esses ancestrais humanos possuíam um conhecimento prático sobre materiais naturais, que ia além do simples uso tecnológico.
Metodologia do estudo
A equipe de pesquisadores reproduziu o processo de obtenção do alcatrão de bétula utilizando métodos que podem ter sido empregados na pré-história, aquecendo a casca da árvore em condições com baixo teor de oxigênio. A complexidade na produção dessa substância aponta para um desenvolvimento tecnológico avançado entre os neandertais, que já eram conhecidos por usarem o material para unir pontas de pedra em ferramentas e armas.
Avaliação dos resultados
Os testes realizados em laboratório revelaram que o alcatrão era eficaz em inibir o crescimento da bactéria Staphylococcus aureus, frequentemente associada a infecções cutâneas e feridas. O efeito bactericida foi observado independentemente da técnica utilizada para a síntese do alcatrão. No entanto, a ação da substância contra outros microrganismos foi limitada, indicando variações na eficácia dependendo do tipo de bactéria analisada.
Limitações e implicações dos achados
Apesar dos resultados sugerirem uma atividade antibacteriana do alcatrão de bétula em um ambiente controlado, o estudo não comprova diretamente que os neandertais utilizavam essa substância intencionalmente como um tratamento medicinal. Os autores do trabalho enfatizam que as experimentações ocorreram em laboratório, impossibilitando a validação do uso terapêutico na era pré-histórica.
Dentre as hipóteses levantadas pelos pesquisadores, uma sugere que o uso contínuo do material em diversas atividades — inclusive em situações de contato com ferimentos — poderia ter levado essas comunidades a notar efeitos benéficos na proteção da pele ou na prevenção de complicações, mesmo sem compreenderem completamente os mecanismos biológicos subjacentes.
Imagem: Divulgação
Essas descobertas abrem novas possibilidades para investigações futuras sobre como os humanos antigos interagiam com substâncias naturais e como esse conhecimento prático pode ter impactado sua sobrevivência e evolução tecnológica.
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Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música e cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6
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