Trump desafia o papa sobre armas nucleares iranianas e clama por um embate sem evidências.

No dia 6 de maio, o presidente Donald Trump fez uma declaração polêmica, insinuando que o papa Leão XIV estaria sugerindo a possibilidade de que o Irã possuísse armas nucleares, embora não tenha fornecido provas concretas para tal afirmação. Essa declaração surgiu durante uma coletiva em que repórteres questionaram Trump sobre as expectativas em relação à conversa que o secretário de Estado, Marco Rubio, teria com o papa no Vaticano no dia 7 de maio.

Tensões e acusações públicas

Na segunda-feira, 4 de maio, Trump já havia criticado o papa, alegando que ele estava colocando os fiéis “em perigo” ao considerar aceitável que o Irã tivesse capacidade nuclear. Após receber críticas por essa postura, o presidente publicou e em seguida deletou uma imagem gerada por inteligência artificial que o mostrava com características semelhantes às de Jesus Cristo, alegando posteriormente que a arte representava sua figura como um médico.

Em declarações anteriores, Trump havia chamado Leão XIV de “fraco” e “péssimo”, deixando claro que não era “fã” do líder da Igreja Católica. Essas falas intensificaram os conflitos entre a Casa Branca e o Vaticano.

A resposta do pontífice

<pNo dia 5 de maio, Leão XIV respondeu às críticas durante uma coletiva com jornalistas, afirmando que "a Igreja se posiciona contra todas as armas nucleares há anos", enfatizando sua posição firme sobre o tema. O papa pediu que as críticas direcionadas a ele fossem fundamentadas na verdade e considerou "inaceitável" a ameaça de Trump de destruir "toda uma civilização" em um eventual conflito com o Irã.

Até o momento, não existem registros oficiais indicando que o pontífice tenha apoiado a possibilidade do Irã adquirir armamento nuclear. Em diversas ocasiões, Leão XIV tem reiterado seu desapreço pela guerra e pela escalada dos conflitos no Oriente Médio, defendendo sempre a importância do diálogo e das negociações como alternativas.

Missão diplomática de Marco Rubio

Marco Rubio chegou à Itália para uma visita oficial ao Vaticano no dia 7 de maio, com a intenção expressa de amenizar as tensões diplomáticas resultantes das críticas feitas por Trump ao líder católico. A viagem acontece em um contexto delicado entre Roma e Washington, colocando Rubio na difícil tarefa de restaurar relações diplomáticas abaladas pelas declarações do presidente norte-americano.

Imagem: WHoP

A postura do Vaticano

O Vaticano anunciou oficialmente que não participará do Conselho da Paz proposto por Trump, decisão esta comunicada após um encontro entre ele e o presidente italiano Sergio Mattarella. Na noite de quarta-feira, Trump reafirmou sua convicção de que a guerra contra o Irã “acabará rapidamente” e garantiu que não permitirá ao país desenvolver armas nucleares.

<p"O entendimento é claro: o Irã não pode possuir armamento nuclear", afirmou Trump. "Acredito que a maioria das pessoas compreende isso. O que estamos fazendo é correto e será resolvido rapidamente".

A troca de farpas entre Trump e Leão XIV elevou as tensões diplomáticas neste período prévio à reunião entre representantes dos dois lados no Vaticano.

Com informações complementares

By Sonora Vibes

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Relacionados