O Global Wellness Institute (GWI) apresentou o relatório Initiative Trends 2026, que compila as avaliações de 27 grupos de especialistas sobre as perspectivas do design e da arquitetura voltadas para o bem-estar. O estudo indica que a construção civil está sendo reavaliada como parte essencial da infraestrutura de saúde, prevendo que o setor de real estate wellness — imóveis projetados para promover a saúde e o bem-estar — deve ultrapassar US$ 1 trilhão (aproximadamente R$ 5 trilhões) até 2029.
Os especialistas do GWI, provenientes de diversas partes do mundo, apontaram tendências que já estão emergindo em projetos atuais e que têm potencial para se consolidar nas diretrizes de construções e reformas nos anos de 2026 e 2027. A seguir, estão as quatro principais tendências destacadas no relatório.
Arquitetura Primal: Foco na Segurança Psicológica e Harmonia
A arquitetura primal prioriza a resposta do sistema nervoso humano durante o processo de concepção dos espaços. Em vez de se limitar à estética ou funcionalidade, essa abordagem analisa fatores como iluminação, acústica, proporção espacial, pé-direito, escolha de materiais e complexidade visual para determinar se um ambiente é percebido como tranquilizante ou estressante. Na prática, isso pode ser alcançado através da utilização de luz suave e indireta, materiais naturais, minimização de estímulos visuais e uma circulação mais intuitiva entre os ambientes, visando proporcionar uma sensação diária de segurança.
Neuroarquitetura: Ambientes Baseados em Dados Científicos
A neuroarquitetura combina conhecimentos de várias áreas para explorar como as edificações impactam a saúde mental e o desempenho das pessoas. Projetos que adotam essa filosofia utilizam medições científicas — como atividades cerebrais, variabilidade da frequência cardíaca e reações ao estresse — para analisar os efeitos da luz, cores, materiais, acústica e disposição dos espaços. O intuito é criar ambientes que incentivem a concentração, relaxamento e resiliência, indo além das escolhas puramente estéticas.
Iluminação Circadiana: Ajustando Espaços aos Ciclos Biológicos
A iluminação que respeita os ritmos circadianos deixou de ser uma inovação restrita a nichos específicos. O relatório aponta que seus benefícios foram comprovados ao longo dos últimos anos e resultaram em redução de custos. Essa tecnologia ganhou destaque após feiras sobre casas inteligentes em 2018 e reportagens em publicações reconhecidas como a Forbes em 2019. Atualmente, está amplamente disponível no varejo e pode ser integrada a sistemas como Apple HomeKit e Alexa. É especialmente benéfica em locais com escassa luz natural — como banheiros, porões e áreas de trabalho — podendo ajudar a amenizar efeitos sazonais e diminuir riscos de quedas em idosos ou pacientes em reabilitação.
Redução de Microplásticos nos Interiores
Imagem: Getty Images
O GWI também ressalta que os consumidores interessados em habitações personalizadas geralmente possuem um maior entendimento sobre práticas relacionadas ao bem-estar, o que pode acelerar sua implementação. Para aqueles que planejam construir ou reformar suas residências, o relatório recomenda que especificações focadas em saúde, segurança e resiliência deixem de ser opcionais. Se a equipe encarregada do projeto não considerar essas questões prioritárias, pode não ser a escolha mais adequada para a obra.
Informações adicionais podem ser encontradas na Forbes
Gudyê GR6 atua como editor-chefe e possui especialização em tendências musicais e entretenimento na GR6, a principal produtora de funk do Brasil. Com vasta experiência no setor fonográfico, Gudyê lidera uma equipe dedicada a trazer atualizações sobre música e cultura urbana.
