O mercado de smartphones na América Latina registrou em 2025 o maior volume de envios da sua história: 140,5 milhões de aparelhos foram despachados às lojas, impulsionados por um aumento de 12% nas vendas apenas no quarto trimestre do ano.
TRANSMISSÃO: Record
Quem foi responsável pelo crescimento
De acordo com relatório da consultoria Omdia, o Brasil foi um dos principais responsáveis pelo avanço regional, beneficiado pela entrada oficial de fabricantes como HONOR, OPPO e vivo (comercializada como JOVI no país) e pelo maior interesse do consumidor.
Posicionamento das fabricantes
A Samsung manteve a liderança na região, com 46,9 milhões de unidades enviadas ao longo de 2025, sustentada sobretudo por modelos básicos e mais acessíveis. No conjunto da América Latina, a sul-coreana aparece com participação próxima a 33% do mercado. No Brasil, a Samsung alcançou 40% de participação.
A Xiaomi ficou na segunda colocação, com 24,6 milhões de celulares vendidos, equilibrando linhas muito econômicas e modelos intermediários. A Motorola ocupou o terceiro lugar, conseguindo frear a queda de suas vendas nos meses finais de 2025.
A HONOR foi a marca que apresentou o maior crescimento percentual na região nos últimos três anos, registrando alta de 48% e assumindo a quarta posição no ranking latino-americano. Entre as empresas que enfrentaram dificuldades, a TRANSSION teve o desempenho mais negativo, com recuo de 30% nas remessas.
Fatores que explicam a alta
O ano começou com ritmo lento por preocupações econômicas e receio de elevação de impostos, mas a partir da metade de 2025 a confiança do consumidor retornou. Além disso, sinais de aumento no custo de componentes estratégicos, como memória, levaram fabricantes e distribuidores a antecipar envios aos estoques para manter preços atuais, o que contribuiu para o pico nas remessas no final do ano.
Imagem: Divulgação
Segundo Miguel Ángel Pérez, analista sênior da Omdia, o comportamento do mercado foi atípico em 2025 e o temor de alta nos componentes pode ter incentivado as empresas a acelerar entregas para o varejo, gerando efeito positivo nas estatísticas de fim de ano.
Enquanto países como Equador e nações da América Central também tiveram anos de vendas recordes acompanhando a recuperação econômica, o México — o segundo maior mercado da região — registrou leve queda em 2025.
Perspectivas para 2026
Para 2026, a expectativa é de um ambiente mais desafiador para as fabricantes, diante da pressão por maiores custos de peças. As empresas terão de gerir estoques com cuidado para evitar repasses de preços excessivos ao consumidor. A disputa entre marcas deve focar em aspectos práticos do aparelho, como:
- melhora na qualidade das câmeras para fotos e vídeos;
- baterias com autonomia que cubram o dia inteiro;
- telas mais nítidas e brilhantes;
- suporte à rede 5G e carregamento ultrarrápido.
Marcas que conseguirem entregar esse conjunto de recursos sem elevar muito os preços tendem a se destacar junto aos consumidores latino-americanos.
Com informações de Olhardigital
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