Em conversa com a Rolling Stone Brasil, o baterista Abe Cunningham afirmou que o Deftones atravessa um momento positivo e garantiu que a banda retornará ao Brasil em 2026. Durante o bate-papo, ele destacou o novo álbum Private Music e comentou sobre o material inacabado de Eros, disco que jamais foi finalizado após o acidente do baixista Chi Cheng.
Private Music: novo capítulo da carreira
Formado em 1988, o Deftones é frequentemente mal classificado como nu metal, mas sua sonoridade sempre se manteve inovadora. O grupo conseguiu se manter relevante ao longo das décadas, adaptando seu som sem perder a essência.
O décimo disco da banda, Private Music, lançado pela Reprise/Warner, traz 11 faixas em 42 minutos. Segundo Cunningham, o álbum estabelece uma conexão entre passado, presente e futuro, atingindo um resultado que os anteriores, Gore (2016) e Ohms (2020), não conseguiram.
“Gosto de todo o álbum, mas destaco ‘Milk of the Madonna’, ‘I Think About You All the Time’, mais calma, e ‘Infinite Source’, que tem uma energia própria”, afirmou Abe.
Processo de criação com cuidado
Entre Ohms e Private Music, houve um hiato de cinco anos, o maior da história da banda. Para Abe, isso permitiu que as composições amadurecessem:
“Criamos o álbum em blocos, com pausas entre sessões para que as ideias respirassem. O processo foi divertido, mesmo que o tempo total de estúdio ativo tenha sido relativamente curto.”
O método da banda continua tradicional: começam sem muitas ideias e deixam a música surgir na interação entre os membros. Fred Sablan, baixista contratado após a morte de Chi Cheng, também contribuiu, mantendo a essência coletiva do grupo.
Retorno ao Brasil
Questionado sobre apresentações no Brasil, Abe confirmou:
“Estaremos aí em 2026. Sempre vemos comentários de fãs pedindo shows, e nós adoramos essa energia. Não vai demorar para voltarmos.”
Ele relembrou a primeira passagem pelo país, em Rock in Rio 2001, destacando o impacto do público brasileiro e momentos marcantes dos bastidores.
O futuro de Eros
Por fim, Abe comentou sobre o disco Eros, que nunca foi finalizado devido ao acidente que deixou Chi Cheng em coma. Apenas a faixa Smile foi liberada ao público até hoje.
“Algumas músicas são muito boas, outras ainda precisam de trabalho. Talvez algum dia lancemos um EP. É a última gravação de Chi, e os fãs merecem ouvi-la, mas ainda não está pronto”, disse.
